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01-05-2026 |
Reunião científica |
SBCP e Cremesp unem esforços para segurança do paciente de cirurgia plástica |
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O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), por meio da Regional São Paulo, têm atuado em conjunto no fortalecimento da segurança do paciente nas cirurgias plásticas. A parceria foi evidenciada durante reunião científica realizada no dia 29 de abril, na capital paulista, com transmissão online. O aumento no número de intercorrências relacionadas a esses procedimentos — algumas amplamente repercutidas pela mídia — reforça a urgência do debate entre especialistas e instituições médicas. A abertura dos trabalhos foi conduzida pelo presidente da Regional São Paulo da SBCP, Jorge Luiz Abel, responsável pelo convite ao Cremesp e pela articulação do encontro, marcando uma importante aproximação institucional entre a Regional São Paulo da Sociedade e o Conselho. “É preciso estabelecer critérios porque realizar cirurgia plástica segura é seguir a ciência e não as metas midiáticas”, disse Marcelo Moura Costa Sampaio, presidente da SBPC Nacional, que ressaltou a parceria com o Cremesp e com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Ele anunciou que foi criado o Comitê Científico de Diretrizes e Condutas, coordenado pelo cirurgião Miguel Sabino, para formatar caminhos para a segurança nas cirurgias plásticas, visando atender às necessidades da especialidade e proteger a sociedade. Do ponto de vista jurídico, Carlos Magno, integrante do departamento jurídico da SBPC e superintendente jurídico do Cremesp, ressaltou que o trabalho conjunto entre as entidades é fundamental. Ele citou a quantidade de sindicâncias e processos ético-profissionais no Cremesp, frequentemente gerados pelo ímpeto dos jovens profissionais especialistas em avançar os limites da técnica, colocando o paciente em risco e ameaçando o futuro de suas próprias carreiras. Palestras O evento contou com palestras do cirurgião plástico Alexandre Kataoka, coordenador da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do Cremesp e médico perito do Instituto de Medicina Social e Criminologia de São Paulo (Imesc); Osvaldo Saldanha, cirurgião plástico e ex-presidente da SBPC Nacional, além de Filipe Borges, que deu sua visão do ponto de vista da Anestesiologia. O debate com a plateia teve moderação de Sampaio, Sabino e de Magno, além de Jorge Luiz Abel, presidente da SBCP- Regional São Paulo. Kataoka alertou aos presentes que o tempo excessivo de cirurgias, cada vez mais frequente — inclusive por conta de novas técnicas (algumas não reconhecidas) e filmagens para redes sociais —, não pode ser normalizado, uma vez que se trata de um determinante para complicações e óbitos. Da mesma forma, a realização de cirurgias múltiplas e utilização de técnicas não reconhecidas também têm contribuído largamente para desfechos adversos. “Essa percepção já é comprovada por vários estudos científicos e literatura especializada, indicando evitar totalmente essas práticas. O primeiro resultado de qualquer cirurgia plástica deve ser sempre o paciente vivo”, afirmou. Ele explicou que as repercussões éticas, civis e até criminais estão cada vez mais presentes no dia a dia dos especialistas em Cirurgia Plástica, recomendando cautela. Fotos: Osmar Bustos |






